PHI: novo exame é importante ferramenta no diagnóstico de câncer de próstata

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) calcula que 61 mil novos casos surjam todos os anos, por isso, a busca por diagnósticos precisos, que possam demonstrar indícios precoces da doença,  é constante.

Umas das inovações da área é o chamado  PHI (Prostate Health Index), que verifica o  índice de saúde da próstata. O teste, além do PSA e PSA livre dosados nos atuais exames, analisa o P2PSA, proteína associada aos casos de tumores malignos. “É mais uma ferramenta, porém não substitui o exame PSA tradicional, servindo como um complemento. O padrão para avaliar a próstata continua sendo o exame de toque e o PSA”, explica o farmacêutico bioquímico, Estevão Luiz da Silva.

Por ser uma combinação de três testes sanguíneos, que resulta em uma pontuação, o PHI é mais uma etapa na triagem. “Quando o resultado do PSA fica entre 4 e 10 nanogramas por mililitro, há uma lacuna, fica uma dúvida sobre a possibilidade da doença, e nesse caso, o PHI pode oferecer informações mais precisas ao médico, evitando, por exemplo, que o paciente seja encaminhado para a biópsia”, ressalta Estevão.

Estudos demonstraram que até 75% das biópsias de próstata dão resultado negativo e, além disso, o procedimento expõe o paciente a alguns riscos, como infecções, sangramentos, entre outros. “Na grande maioria dos casos, o teste do PHI evita a realização da biópsia, que é uma opção mais invasiva e agressiva”, frisa Estevão.

O Laboratório Santa Catarina oferece o exame que é feito somente com indicação médica. O resultado leva de cinco a sete dias para ficar pronto e não é necessário estar em jejum.

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