Nesta área você encontra informações sobre as mais diversas doenças, suas causas, sintomas e tratamentos. São textos curtos e de fácil entendimento. Escolha uma letra e clique para ver as doenças relacionadas.
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A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico. Sabe-se que a cada novo contato com o agente desencadeador, ela ocorrerá mais rapidamente e se manifestará de forma mais agressiva.
Antes de entendermos como ocorre o processo alérgico, é interessante entendermos que a imunoglobulina é uma proteína de grande importância ao organismo humano, pois é ela que inicia o processo de defesa contra a invasão de microorganismos e infecções.
Ela percorre o organismo através da circulação sanguínea e reage imediatamente contra o agente invasor assim que o identifica. Esta identificação se dá através do linfócito de memória, e este, pode ficar no organismo durante toda a vida.
Durante seu ataque ao antígeno (corpo estranho), o anticorpo se fixa a ele promovendo a liberação de histamina, responsável pelos sintomas alérgicos.
A histamina é liberada pelos linfócitos na região onde se encontra o corpo estranho e também em outras regiões onde não há sua presença. Este processo leva a formação de vários edemas pelo corpo e pode tornar-se extremamente perigoso dependendo de sua localização.
Os sintomas mais comuns da alergia são espirros, coceiras nos olhos e nariz entupido – que também são sintomas de resfriados e de sinusite. Por isso somente um médico poderá dizer se seus sintomas são causados por alergia ou qualquer outra doença.
Mas esses não são os únicos sintomas de quem tem alergias. Congestão, tosse e falta de ar também estão relacionados às reações alérgicas. As alergias também podem causar urticárias, erupções, coceira, inchaço e, em alguns casos, dor de estômago e diarréia.
A especialidade médica que estuda as doenças relacionadas aos processos alérgicos é a alergologia. Esta especialidade está estreitamente relacionada com a imunologia, dermatologia e pneumologia.
Esta relação é muito importante, uma vez que os processos alérgicos estão ligados ao sistema imunológico e se manifestam freqüentemente na pela e no sistema respiratório.
A causa da amebíase se dá pela infecção de protozoário (Entamoeba histolytica), que pode se beneficiar de seu hospedeiro sem causar benefício ou prejuízo, ou ainda, agir de forma invasora. Neste caso, a doença pode se manifestar dentro do intestino ou fora dele.
Seus principais sintomas são desconforto abdominal, que pode variar de leve a moderado, sangue nas fezes, forte diarréia acompanhada de sangue ou mucóide, além de febre e calafrios.
Nos casos mais graves, a forma trofozoítica do protozoário pode se espalhar pelo sistema circulatório e, com isso, afetar o fígado, pulmões ou cérebro. O diagnóstico breve nestes casos é muitíssimo importante, uma vez que, este quadro clínico, pode levar o paciente a morte.
A amebíase é transmitida ao homem através do consumo de alimentos ou água contaminados por fezes com cistos amebianos, falta de higiene domiciliar e, também, através da manipulação de alimentos por portadores desse protozoário.
Uma vez dentro do organismo de seu hospedeiro, neste caso, o homem, seu período de incubação pode variar de dias a anos, contudo, de forma geral, pode-se atribuir um período comum de duas a quatro semanas.
Seu diagnóstico mais comum se dá pela presença de trozoítos ou cistos do parasita nas fezes, mas também pode ocorrer através de endoscopia ou proctoscopia, através da análise de abcessos ou cortes de tecido, etc. Quando não tratada, esta doença pode durar anos.
Como na maioria das doenças, a melhor medida ainda é a prevenção, neste caso, a prevenção se dá através de medidas higiênicas mais rigorosas junto às pessoas que manipulam alimentos, saneamento básico, não consumir água de fonte duvidosa, higienizar bem verduras, frutas e legumes antes de consumi-los, lavar bem as mãos antes de manipular qualquer tipo de alimento, e, principalmente após utilizar o banheiro.
Sempre que pensamos em pessoas que sofrem de asma, a primeira coisa que nos vem à mente é uma grande dificuldade que este indivíduo sente em respirar, por algum tipo de "impedimento" que ocorre em seu sistema respiratório.
Pelo fato da asma ser uma doença inflamatória, que tem por principal característica dificultar e, até mesmo, impedir a passagem de ar nas vias respiratórias, ela é uma doença que causa muito sofrimento aos seus portadores.
Esta doença está relacionada a um edema da mucosa brônquica, a produção acentuada de muco nas vias aéreas e a contração de sua musculatura lisa. Estas características levam a diminuição de seu diâmetro, fato também conhecido como broncoespasmo.
A diminuição do diâmetro das vias aéreas geralmente é reversível, contudo, nos casos de asma crônica, a inflamação pode levar a uma obstrução irreversível.
O meio principal de se diagnosticar esta enfermidade ainda é o clínico. Seu tratamento é realizado através de orientações e medicamento que têm por finalidade melhorar o fluxo aéreo no momento da crise.
O Bócio e a dilatação da glândula tireóide não associada a inflamação ou câncer. O bócio simples ocorre quando a glândula tireóide é incapaz de suprir a demanda metabólica do corpo com uma produção hormonal suficiente. A glândula tireóide se dilata para compensar essa deficiência, o que geralmente supera deficiências leves do hormônio da tireóide.
O bócio simples pode ser classificado como endêmico (presente continuamente em uma comunidade) ou esporádico. Bócios endêmicos (também conhecidos como colóides) são normalmente causados por ingestão dietética de iodo inadequada em certas áreas geográficas com solo deficiente em iodo. Tais áreas são geralmente afastadas do litoral. Nos Estados Unidos, os Grandes Lagos, o Meio-Oeste e as regiões intermontanhosas são conhecidas como o "cinturão do bócio". O uso de sal iodado evita tal deficiência. A incidência da deficiência de iodo é rara atualmente nos Estados Unidos devido à ampla distribuição de alimentos provenientes de áreas suficientes em iodo e de sal enriquecido com iodato de potássio.
O bócio esporádico é causado pela alta ingestão de determinados alimentos e drogas, e não afeta um segmento específico da população. Alimentos que podem causar o bócio contêm substâncias que diminuem a produção de hormônio da tireóide. Exemplos desses alimentos são repolho, soja, amendoim, pêssego, morango, espinafre e rabanete. As drogas incluem lítio, cobalto, iodatos e fenilbutazona, entre outras.
Fatores hereditários podem causar bócio. A ingestão excessiva de iodo também é uma causa do bócio. Os fatores de risco são: sexo feminino, idade acima dos 40 anos, ingestão inadequada de iodo, residência em uma área endêmica, ingestão de grandes quantidades de alimentos ou drogas que podem causar o bócio e histórico familiar de bócio.
O cálculo renal é um problema de saúde muito comum nos seres humanos e algumas espécies de mamíferos. É conhecido popularmente como pedra nos rins. É provocado por vários fatores relacionados à alimentação, mau funcionamento do sistema urinário ou a predisposição genética.
O cálculo forma-se nos rins e na bexiga, a partir do acúmulo de sais minerais no organismo. Além dos sais minerais, o acúmulo de outras substâncias pode causar o cálculo como, por exemplo, ácido úrico e oxalato de cálcio. O cálculo assume um formato de cristais e pode ter dimensões e formatos variados. Alguns cálculos são do tamanho de um grão de areia, outros podem atingir o tamanho de uma laranja.
Muitas vezes o rim de uma pessoa produz cálculos microscópicos que são expelidos através da urina sem causar dor. Porém, em outros casos, o cálculo pode provocar dores muito fortes na região dos rins. Muitas vezes as dores podem vir acompanhadas de náuseas e vômitos. Caso o cálculo saia dos rins, atingindo as vias urinárias, dores e desconforto ao urinar podem ser comuns. Quando uma pessoa sente estes sintomas, o melhor é procurar imediatamente um nefrologista ou urologista. Em alguns casos, a cirurgia se faz necessária de forma emergencial. Além da cirurgia, em algumas situações é necessário a utilização da litotripcia. Este procedimento consiste em quebrar o cálculo usando ondas de choque, permitindo que os pedaços pequenos sejam eliminados pela urina.
Médicos apontam várias causas para a formação dos cálculos renais. O principal deles é a ingestão de poucos líquidos, associada a uma dieta composta de muitos produtos lácteos (leite, iogurtes, queijos) que são ricos em cálcio. Portanto, é de extrema importância a ingestão de dois a três litros de água por dia. Porém, outros fatores podem ocasionar a formação dos cálculos renais como, por exemplo, herança genética, problemas de funcionamento do sistema urinário, infecções ou outros tipos de doenças.
Candidíase é uma doença causada por fungos que pode afetar tanto a pele quanto as membranas mucosas. Dependendo da região afetada ela poderá ser classificada como candidíase oral, intertrigo, vaginal, onicomicose ou paroníquia.
Esta doença é causada pelos microorganismos Cândida albicans, Cândida tropicalis e outros tipos de Cândida. Quando apresentada na forma vaginal, ela afeta com maior freqüência as mulheres que vivem em regiões de clima quente e úmido.
Na forma oral, que é a mais comum, ela apresenta como característica principal placas brancas removíveis (aftas), ou ainda, placas vermelhas e lisas na região do palato.Na sua forma intertrigo, ela afeta mais comumente as regiões das dobras cutâneas, tais como axilas, virilha e nuca.
Quando espalhada pelo corpo ou sistêmica, principalmente em hospedeiros com comprometimento do sistema imunológico, ela é perfeitamente capaz de atingir qualquer órgão e, inclusive, gerar complicações que podem levar a óbito. Suas principais complicações são esofagite, endocardite, ou infecção sistêmica (mais freqüente em pacientes imunodeprimidos).
Sua transmissão se dá pelo contato com a mucosa lesionada ou através do contato com secreção de pele de seus portadores
A Cólera é uma enfermidade causada por um microorganismo cujo nome é Vibrio Cholerae, o vibrião colérico é uma bactéria que tem a capacidade de se multiplicar em grande velocidade dentro do intestino humano.
Esta bactéria provoca fortes reações de fermentação dentro do aparelho digestório e libera uma potente toxina “desencadeadora” de intensa diarréia.
Seu contágio se dá principalmente através da água e de alimentos contaminados pelo vibrião colérico, este, depois de ingerido, multiplica-se rapidamente no intestino delgado.
Os principais sintomas desta doença são diarréia, vômitos, dores abdominais e calafrios. Ela provoca uma enorme perda de água, que, conseqüentemente, gera desidratação intensa e risco de morte, principalmente em crianças.
Infelizmente, esta doença afeta a população de países que não possuem medidas eficazes de saúde pública, tais como: países da América do Sul, África, regiões tropicais da Ásia e Índia.
Esta doença pode se manifestar de duas maneiras: a dengue clássica e a dengue hemorrágica.
Dengue Clássica
Os sintomas são mais leves. O doente tem febre alta, dores de cabeça, nas costas e na região atrás dos olhos. A febre começa a baixar a partir do quinto dia e os sintomas, a partir do décimo dia. Na forma clássica, dificilmente ocorrem complicações, porém alguns doentes podem apresentar quadros de hemorragias leves na boca e também no nariz.
Dengue hemorrágica: Ocorre quando a pessoa pega a doença por uma segunda vez. Neste caso a enfermidade apresenta-se de forma mais grave. Nos cinco dias iniciais, os sintomas são semelhantes ao do tipo clássico. Contudo, a partir do quinto dia, alguns doentes podem apresentar hemorragias (sangramentos) em vários órgãos do corpo e choque circulatório. Podem ocorrer também vômitos, tontura, dificuldades de respiração, dores abdominais fortes e contínuas e presença de sangue nas fezes. Não acontecendo um acompanhamento médico e tratamento adequado, a pessoa doente pode falecer.
É no verão que esta doença faz um número maior de vítimas, pois o mosquito transmissor encontra excelentes condições de reprodução. Nesta época do ano, as temperaturas altas e o alto índice pluviométrico (grande quantidade de chuvas), aumentam e melhoram o habitat ideal para a reprodução do Aedes Aegypti: a água parada. Lata, pneus velhos, vasos de plantas, caixas d’água e outros locais deste tipo são usados para fêmea deste inseto depositar seus ovos. Outro fator que torna os grandes centros urbanos locais preferidos deste tipo de inseto é a grande quantidade de seu principal alimento: o sangue humano. Como não existem formas de acabar totalmente com o mosquito, a única maneira de combater a doença é por fim aos locais onde a fêmea se reproduz.
No caso da dengue clássica, não há um tratamento específico. Os sintomas são tratados e recomenda-se descanso e alimentação baseada em frutas, legumes e líquidos. Os doentes não podem tomar analgésicos ou anti-térmicos com base de ácido acetil-salicílico (Aspirina, AAS, Melhoral, Doril, etc.), pois estes favorecem o surgimento e desenvolvimento de hemorragias no organismo.
No caso mais grave, a hemorrágica, deve haver um rigoroso acompanhamento médico em função dos possíveis casos de agravamento, com perdas de sangue e até mesmo choque circulatório.
O ovo de Aedes Aegypti pode permanecer vivo em ambiente seco por quase um ano. Se neste período ele entrar em contato com água, poderá nascer uma larva e, logo em seguida, o mosquito. A dengue não passa de pessoa para pessoa, nem mesmo através de frutas, legumes, outros alimentos ou uso de objetos.
Sabe-se que a depressão é uma doença que se caracteriza por alterações no humor e pela perda de prazer em atividades antes prazerosas.
Diferentemente do estado de tristeza (comum a todos em determinados momentos da vida), a depressão é um problema de origem neurológica que apresenta, além de tristeza profunda, uma série de outros sintomas.
Acredita-se que aproximadamente 20% da população mundial já sofreu de depressão em alguma fase da vida. Este distúrbio do sistema nervoso ocorre com maior freqüência em mulheres do que em homens.
Com relação as suas causas, sabe-se que esta doença está relacionada a uma disfunção de algumas substâncias químicas do cérebro, como, por exemplo, a serotonina.
Além disso, existem ainda outros fatores desencadeantes desse estado, tais como: fatores psico-sociais (ex: a perda de uma pessoa amada), fatores biológicos (alterações nos níveis de neurotransmissores ou hormonais) e outras causas como alguns tipos de medicamentos.
Muitos médicos e psicólogos apontam as exigências da vida moderna, principalmente nas grandes cidades, como fatores desencadeadores de depressão. O estresse no trânsito, a competição no trabalho, as inúmeras responsabilidades cotidianas e a falta de tempo para realizar atividades agradáveis podem ser citadas neste contexto.
As DST´s, conhecidas também como doenças venéreas, são as doenças sexualmente transmissíveis. Elas são infecciosas e transmitidas através das relações sexuais.
A melhor forma de se evitar a contaminação por agentes infecciosos que causam as DST´s ,ainda é o uso de preservativo, que além de prevenir a contaminação, também impede a sua disseminação.
Independentemente de a pessoa ser monogâmica ou não, o uso do preservativo deve ser indispensável, pois, sabe-se que estas doenças têm aumentado em resultado da contaminação ocasional do companheiro (a).
São através dos contatos sexuais sem uso de preservativo que muitas doenças infecciosas causadas por vírus, bactérias e outros microorganismos atingem muitas pessoas.
Muitas destas doenças, independente de parecerem perigosas ou não, são capazes de se espalhar por todo o corpo se não forem devidamente tratadas.
Algumas DST´s deixam seqüelas como infertilidade, infecções neonatais, malformações do feto ou cancro no colo do útero.
Seguem os nomes de algumas doenças sexualmente transmissíveis: AIDS ou SIDA (Sindrome da Imunodeficiência Adquirida), Sífilis, Gonorréia, HPV, Herpes Genital, Condiloma Acuminado, Doença Inflamatória Pélvica (DIP), etc.
A enxaqueca é uma dor de cabeça diferente das cefaléias comuns. Sua dor é resistente aos analgésicos comuns e geralmente é forte e persistente, podendo durar por mais de um dia.
Seu tratamento vai depender da intensidade de sua manifestação, podendo variar de paciente a paciente. A especialidade médica mais indicada ao tratamento da enxaqueca é a neurologia.
Por ser uma herança genética, a enxaqueca é uma doença que não tem cura e sim controle. Desde que não exposta a fatores ambientais desencadeantes de suas crises, ela pode ter uma diminuição significativa de suas manifestações.
Adotar medidas de controle do meio ambiente, evitando certos tipos de alimentos e bebidas, estresse, exposição demasiada ao sol, barulho, entre outros, é benéfico, pois ajuda a prevenir novas crises.
Escorbuto é uma doença desencadeada pela carência de vitamina C (ácido ascórbico) no organismo.
Seus sintomas são sangramento e inflamação gengival com conseqüente perda dos dentes, inflamação e dor nas articulações, queda de cabelos, entre outros. Esta doença pode, inclusive, desencadear quadro de anemia, devido a pequenas hemorragias.
Sabe-se que a carência de vitamina C afeta também o tecido conjuntivo, que, além de ser ricamente vascularizado, atua como suporte às paredes dos vasos sanguíneos, do osso, da dentina, da cartilagem, etc.
Até o século XVIII, a ocorrência de escorbuto era bastante comum entre os marinheiros, pois estes passavam meses em alto mar sem ingerir frutas e verduras frescas, por este tipo de alimento estragar muito rápido, seu estoque não era garantido. Conseqüentemente os marinheiros ficavam sem fonte de vitamina C e acabavam sendo afetados pelo escorbuto e muitos deles não resistiam e acabavam morrendo.
A partir de 1795 deu-se início a distribuição regular de suco de lima entre os marinheiros da tripulação britânica. Posteriormente, foram introduzidas outras fontes mais ricas em vitamina C do que a lima, como, por exemplo, as laranjas, limões e outras frutas cítricas. .
A esquistossomose, também conhecida como bilharzíase, é uma doença provocada por parasitas humanos, os trematódeos, do gênero Schistosoma.
Existem três tipos de vermes: Schistosoma haematobium, que causa a esquistossomose vesical, existente na África, Austrália, Ásia e Sul da Europa; o Schistosoma japonicum (provoca a doença de katayama) encontrado na China, Japão, Filipinas e Formosa e, ainda, o Schistosoma Mmnsoni, responsável pela causa da esquistossomose intestinal; este último é encontrado na América Central, Índia, Antilhas e Brasil.
O ciclo evolutivo desse parasita passa por duas fases: 1ª-desenvolvimento da larva após esta penetrar em alguns tipos de moluscos que vivem em lugares úmidos; 2ª- ocorre em seguida ao abandono desses hospedeiros, que, livres podem penetrar no homem através da pele. A penetração ocorre em lugares úmidos, como, por exemplo, córregos, lagoas, riachos, etc.
Quando este parasita começa a habitar no interior do hospedeiro definitivo, ele pode se fixar no fígado, na vesícula, no intestino ou bexiga do homem, causando, desta forma, vários problemas nos órgãos.
Os sintomas mais comuns da esquistossomose são: diarréia, febres, cólicas, dores de cabeça, náuseas, tonturas, sonolência, emagrecimento, endurecimento e o aumento de volume do fígado e hemorragias que causam vômitos e fezes escurecidos. Ao surgir estes sintomas, o indivíduo precisa procurar imediatamente um atendimento médico para que todos os procedimentos necessários sejam tomados. Assim como em qualquer outro problema de saúde, a auto-medicação não deve ser adotada pelo doente.
As crianças são as mais atingidas por este parasita, pois elas são mais vulneráveis por brincarem em locais úmidos sem saber que lá podem estar estes parasitas a espera de um hospedeiro. Já os adultos comumente se protegem com o uso de botas de borracha.
O combate a esta doença passa necessariamente por medidas de saneamento básico. Águas e sistemas de esgoto devem ter sempre as águas tratadas. Os caramujos, hospedeiros intermediários do parasita, devem ser eliminados. Ao entrar em águas paradas ou sujas, deve haver uma proteção nos pés com botas de borracha.
A febre amarela é uma doença que faz milhares de vítimas no Brasil. Ela é provocada por um vírus, que é transmitido ao homem pela fêmea do mosquito “Aedes Aegypti”.
Esta enfermidade está presente, principalmente, nas áreas tropicais e subtropicais, em função das condições climáticas favoráveis para a o desenvolvimento deste tipo de inseto. A região amazônica, por exemplo, é um importante local de desenvolvimento da doença, pois o clima quente, as chuvas (alto índice pluviométrico) e a grande quantidade de rios facilitam a reprodução deste do mosquito e o alastramento da enfermidade.
Após ser picado pelo mosquito, o indivíduo contaminado começa a apresentar uma série de sintomas: febre alta (podendo chegar a 40 graus centígrados), fortes dores de cabeça, vômitos, problemas no fígado e hemorragias (sangramentos).
O nome desta doença está relacionado à coloração a qual a pele da pessoa fica após pegar a doença. O doente fica com ictirícia, pois ocorre o derramamento da bilirrubina em vários tecidos do corpo. Quando se espalha pela corrente sanguínea, a pessoa fica com uma cor amarelada na pele e também nos olhos.
Esta doença infecciosa pode permanecer no corpo do indivíduo doente por aproximadamente duas semanas. Em alguns casos, o doente pode morrer, em função do agravamento da doença e dos danos provocados pelo vírus no corpo e nos órgãos.
A vacina contra a febre amarela foi descoberta, no começo do século XX, pelo médico e sanitarista brasileiro Osvaldo Cruz. Os médicos recomendam tomar esta vacina antes de viajar para as regiões norte e centro-oeste do país (locais em que o risco de contrair a doença é maior).Após a picada pelo Aedes Aegypti, o período de incubação do vírus é de três a sete dias.
A febre tifóide é uma doença causada por uma bactéria chamada Salmonella entérica sorotipo Typhi.
Seus sintomas mais comuns são mal estar geral, febre alta, falta de apetite, tosse seca, diarréia ou prisão de ventre, dores de cabeça, retardamento do ritmo do coração, aumento do volume do baço e manchas rosadas sobre a pele na região do tronco.
Sua transmissão se dá através do contato direto com fezes, urina, vômito e secreções da pessoa infectada. Ocorre também através da ingestão de água ou alimentos contaminados por desejos humanos com a bactéria salmonella entérica sorotipo Typhi.
A melhor forma de se prevenir contra esta doença é adotar medidas preventivas como o consumo somente de água filtrada ou fervida, cuidados com a higiene pessoal, saneamento básico, cuidado e higiene no manuseio de alimentos e evitar consumir alimentos vendidos na rua.
Uma vez que a bactéria entra em contato com o organismo humano, a pessoa infectada deverá receber tratamento médico. Em casos mais específicos, ocorre a necessidade de internação para hidratação e administração venenosa de antibióticos. Em ambos os casos é importante que a pessoa procure atendimento médico, pois, sem o tratamento adequado, esta enfermidade pode levar a óbito.
A filariose, também conhecida como elefantíase, é uma doença causada por parasitas conhecidos como vermes nematóides (as filárias).
Este tipo de microorganismo tem como vetor o mosquito Culex quiquefasciatus, popularmente conhecido como pernilongo ou muriçoca.
Na fase aguda, os principais sintomas desta doença são: inflamação no sistema linfático, febre, dores de cabeça, mal estar, etc. Meses, ou anos depois (quando a doença já se tornou crônica) podem surgir outros sintomas como: inchaço de membros (mamas no caso das mulheres e testículos no caso dos homens), doenças infecciosas na pele e gordura na urina. Em sua forma mais grave pode ocorrer aumento excessivo do tamanho dos membros (elefantíase).
Sua transmissão ocorre pela picada do mosquito vetor, que transmite o parasita causador da doença de pessoa a pessoa.
Uma vez infectada, a pessoa deve passar por tratamento médico, onde serão indicados os devidos medicamentos de acordo com o efeito causado em seu organismo pelo parasita.
A melhor medida contra esta doença, ainda é a prevenção, e esta, deve ocorrer evitando-se exposição aos mosquitos vetores.
A Giardíase é uma infecção causada pelo protozoário Giárdia lamblia, que pode se apresentar tanto na forma de cisto quanto na forma de trofozoíto.
Esta infecção pode ocorrer tanto em adultos quanto em crianças, podendo, na maior parte das vezes, apresentar-se de forma assintomática. Quando apresenta sintomas, estes geralmente são diarréia e dor na região abdominal.
Quando a infecção por este protozoário se torna crônica, ela geralmente apresenta sintomas como fezes amolecidas e gordurosas, distenção abdominal, flatulência e anorexia (que pode gerar perda de peso e anemia).
Sua forma de infecção se dá pelo contado direto ou indireto com as fezes de pessoas infectadas. Na sua forma de contagio direto a mão é o principal veículo, pois transporta e favorece a ingestão de cistos existentes nos dejetos infectados. A contaminação indireta ocorre através da ingestão de água e alimentos contaminados.
Uma vez dentro de seu hospedeiro, este parasita passa por um período de incubação que pode durar de uma a quatro semanas. Após este período, ele pode agir tanto na forma assintomática (que é a mais comum) quanto na sintomática. A complicação mais comum causada pela Giardíase é a Síndrome da má absorção.
O melhor meio de se evitar esta infecção é a adoção de medidas preventivas como a ingestão somente de água filtrada, saneamento básico, lavar bem as mãos após utilizar o banheiro, lavar em água corrente e higienizar frutas, legumes e verduras.
O gigantismo é um transtorno que ocorre quando a hipófise, glândula de secreção interna, passa a produzir excessivamente o hormônio do crescimento (GH). É um quadro de crescimento desordenado, principalmente nos braços e nas pernas, sendo acompanhado de crescimento correspondente na estatura.
Pode surgir ainda na infância, antes da finalização do processo de calcificação, ou durante a puberdade, quando falhas genéticas impedem a calcificação normal desta fase. Em ambos os casos, ocorre uma superprodução do hormônio do crescimento, ocorrendo assim, o quadro de gigantismo.
Acromegalia
A acromegalia é um transtorno relacionado ao gigantismo, que ocorre devido à produção excessiva do hormônio de crescimento já na fase adulta (fase na qual as cartilagens de crescimento já se encontram fechadas). Neste caso, ocorre crescimento exagerado nas mãos, pés e queixo.
A doença Gripe Aviária, também conhecida como Gripe do Frango, Gripe das Aves ou Gripe Asiática é uma moléstia típica das aves. Esta doença, em função de suas características, pode ser transmitida das aves para certas espécies de mamíferos como, por exemplo, o gato doméstico e até mesmo o ser humano. Até o momento, há poucos indícios de que a doença pode passar de humano para humano.
Esta enfermidade é provocada pelo vírus influenza aviário H5N1, da mesma família dos vírus que provocam a gripe humana, tão comum nos meses de inverno.
A gripe das aves foi identificada pela primeira vez nos últimos anos do século XIX, na região da Lombardia (Itália). Mas, foi somente no ano de 1955 que ela foi analisada e descrita como uma enfermidade provocada pelo vírus da família Influenza A.
Atualmente, é na Ásia, principalmente na China, que a doença espalha-se com mais rapidez. Em Hong Kong, no ano de 1997, 18 casos foram identificados, apresentando quadros graves de complicações do sistema respiratório. Nesta situação, uma simples epidemia, provocou a morte de 33% das pessoas contaminadas, ou seja, um elevado índice de mortalidade para uma doença. Este fato tem feito com que as autoridades de saúde de vários países tomem medidas importantes, a fim de evitarem uma epidemia de grande intensidade.
Este vírus também leva a morte rápida muitas espécies de aves. Muitos animais morrem vinte e quatro horas após o contágio inicial. Muitos produtores de frangos, gansos e patos podem perder toda a produção em poucos dias, caso as aves contaminadas não sejam sacrificadas. Em caso de uma epidemia de grandes proporções, os prejuízos comerciais e financeiros provocados por esta doença podem ser elevados, prejudicando, inclusive, a produção de carne de aves e ovos no mercado mundial.
O medo de que a doença possa sair do continente asiático, espalhando-se pelos quatro cantos do mundo é grande, pois o pato selvagem, hospedeiro natural da doença, pode espalhar o vírus durante a fase de migração. Esta espécie de pato é muito resistente à doença e dificilmente apresenta sintomas, fator que dificulta a localização das rotas de transmissão.
A hanseníase (antigamente conhecida como lepra) é uma doença infecto contagiosa causada por um microorganismo (bactéria) denominado Mycobacterium leprae.
Sua transmissão ocorre através do contato direto com doentes sem tratamento, pois estes eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior em meio as secreções nasais e gotículas da fala, tosse e espirro. No caso dos doentes que recebem tratamento médico, não há risco de transmissão.
Seus principais sinais e sintomas são: sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades; manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e ao toque; áreas da pele que apresentem alteração da sensibilidade e da secreção de suor; caroços e placas em qualquer região do corpo e diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).
A hanseníase tem cura e seu tratamento é realizado através de medicamentos via oral. Esta doença é tratada nas unidades de saúde e seu tratamento é gratuito.
Uma importante medida de prevenção é a informação sobre os sinais e sintomas da doença, pois, quanto mais cedo for identificada, mais fácil e rápida ocorrerá a cura. Uma outra medida preventiva é a realização do exame dermato-neurológico e aplicação da vacina BCG nas pessoas que vivem com os portadores desta doença.
A hipertensão, também conhecida como pressão alta, é uma doença silenciosa que afeta os vasos sanguíneos, coração, cérebro, olhos e rins.
Por ser uma doença silenciosa, ou seja, apresenta alguns sintomas somente quando a pressão está bastante elevada, muitas vezes pode passar despercebida até uma complicação maior, com o comprometimento de um dos órgãos acima citados.
Apesar de ser uma doença que em 90% das vezes é herdada dos pais, ela apresenta outros fatores desencadeantes, como o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas, obesidade, estresse, sedentarismo, consumo exagerado de sal e colesterol alto.
Seus sintomas (dores no peito, fraqueza, dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido e perda de sangue nasal) podem ser percebidos somente quando a pressão já está bem elevada.
A hipertensão é uma doença que não tem cura, somente controle através de tratamento e acompanhamento médico. A melhor forma de evitá-la é através da prevenção.
Sua prevenção se dá através de um estilo de vida saudável, com a prática diária de atividade física, manter um bom hábito alimentar, evitar alimentos gordurosos, manutenção do peso adequado, controle de diabetes, ingestão de pouca quantidade de sal, não fumar, não beber e procurar aproveitar os momentos de lazer.
Icterícia é um estado no qual a pele se encontra amarelada devido a uma grande quantidade de pigmentos biliares no sangue. A parte branca dos olhos da pessoa com icterícia também fica amarelada.
Em condições normais, é comum haver pigmentos biliares no sangue, porém, não em quantidade excessiva como ocorre na icterícia. Tais pigmentos (resultantes da destruição da hemoglobina), são filtrados pelo fígado e excretados através das fezes.
Tipos de icterícia
A icterícia pode ser dividida em quatro diferentes tipos: a hemolítica, a hiperbilirrubinemia (típica de recém-nascidos), a icterícia hepatocelular e a obstrutiva. Em todas elas há uma quantidade excessiva de pigmentos biliares no sangue.
A icterícia hemolítica ocorre devido a danos nas hemácias, que podem ter como causa anticorpos formados em decorrência de transfusão de sangue.
A hiperbilirrubinemia (icterícia dos recém-nascidos) apresenta uma falha temporária na síntese da enzima responsável pelo metabolismo da bílis.
A icterícia hepatocelular é causada quando os hepatocitos sofrem danos por vírus (como no caso da hepatite) ou pela ingestão excessiva de bebida alcoólica.
No caso da icterícia obstrutiva, esta surge após uma obstrução mecânica dos condutos que transportam pigmentos do fígado ao intestino. Este bloqueio pode ter como causa a presença de cálculo renal, tumor ou processo inflamatório.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma infecção bacteriana que afeta qualquer parte do trato urinário. Ela acomete principalmente as mulheres, pois estas, diferentemente dos homens, possuem a uretra mais curta, permitindo que as bactérias tenham um acesso mais fácil à bexiga.
Causas
A maior parte das infecções urinárias é causada pelas bactérias Escherichia coli (E. coli), que atuam de forma benéfica no trato intestinal, mas, quando em contato com o sistema urinário, tornam-se nocivas e causam bastante sofrimento ao paciente.
Tipos
Há dois tipos de infecção do trato urinário, o tipo mais comum é conhecido como cistite (infecção da bexiga urinária), o outro tipo de ITU é a pielonefrite (infecção renal), este tipo é o mais grave.
Sintomas
Os principais sintomas da cistite são dor ou ardor ao urinar, necessidade freqüente de urinar com pouca eliminação de urina, dor na uretra, dor na pélvis, algumas vezes pode apresentar febre baixa e a presença de sangue na urina. Na pielonefrite os sintomas mais comumente apresentados costumam ser dores nas costas na altura dos rins, febre alta, calafrios e náuseas.
Tratamento
O tratamento deve ser indicado pelo médico após confirmação diagnóstica. Neste caso, somente o médico é quem poderá indicar a medicação correta e a duração do tratamento. É muito importante que o tempo de tratamento seja respeitado e seguido, mesmo após o desaparecimento dos sintomas.
Existem algumas medidas importantes que podem prevenir as infecções do trato urinário, tais como:
- Cuidados com a higiene pessoal;
- Evitar transportar as bactérias da região anal para a uretra, para isso, as meninas devem ser orientadas desde cedo a fazer a higiene da frente para trás sempre que usarem o banheiro;
- lavar as mãos antes e após de utilizar o banheiro;
- No banho as mulheres e meninas devem lavar-se sempre na direção da frente para trás;
- Durante o período menstrual os absorventes devem ser trocados várias vezes, pois o sangue menstrual é um meio de proliferação de bactérias;
- Ingerir bastante água, pelo menos de 2 litros por dia;
- Não reter a urina por longos períodos, o ideal é urinar a cada duas ou três horas;
- Para mulheres que sofrem de ITU após atividade sexual, recomenda-se ingerir água antes e depois da relação, para que, após o ato, esvaziem a bexiga o quanto antes . Com este procedimento simples, as bactérias que podem ter entrado na uretra são expelidas.
A leishmaniose é uma doença não contagiosa causada por parasitas (protozoário Leishmania) que invadem e se reproduzem dentro das células que fazem parte do sistema imunológico (macrófagos) da pessoa infectada.
Esta doença pode se manifestar de duas formas: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar.
A leishmaniose tegumentar ou cutânea é caracterizada por lesões na pele, podendo também afetar nariz, boca e garganta (esta forma é conhecida como “ferida brava”). A visceral ou calazar é uma doença sistêmica, pois afeta vários órgãos, sendo que os mais acometidos são o fígado, baço e medula óssea. Sua evolução é longa podendo, em alguns casos, até ultrapassar o período de um ano.
Sua transmissão se dá através de pequenos mosquitos que se alimentam de sangue, e que, dependendo da localidade, recebem nomes diferentes, tais como: mosquito palha, tatuquira, asa branca, cangalinha, asa dura, palhinha ou birigui. Por serem muito pequenos, estes mosquitos são capazes de atravessar mosquiteiros e telas. São mais comumente encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas.
Além do cuidado com o mosquito, através do uso de repelentes em áreas muito próximas a mata, dentro da mata, etc, é importante também saber que este parasita pode estar presente também em alguns animais silvestres e, inclusive, em cachorros de estimação.
Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose. No caso da tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na pele que vai aumentando até se tornar uma ferida que pode estar recoberta por crosta ou secreção purulenta. Há também a possibilidade de sua manifestação se dar através de lesões inflamatórias no nariz ou na boca. Na visceral, ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de peso, inchaço abdominal devido ao aumento do fígado e do baço.
A melhor forma de se prevenir contra esta doença é evitar residir ou permanecer em áreas muito próximas à mata, evitar banhos em rio próximo a mata, sempre utilizar repelentes quando estiver em matas, etc.
Esta doença deve ser tratada através de medicamentos e receber acompanhamento médico, pois, se não for adequadamente tratada, pode levar a óbito.
O que é a leptospirose
A leptospirose, também chamada de doença de Weil, é uma doença bacteriana que afeta seres humanos e animais e, em seu quadro mais severo, pode levar a morte.
Classificada desde 1917, esta zoonose (zoonoses são doenças de animais transmissíveis ao homem, bem como aquelas transmitidas do homem para os animais. Seus agentes que desencadeadores geralmente são microorganismos diversos, como, bactérias, fungos, vírus, etc) é causada por uma bactéria do tipo Leptospira.
Nos seres humanos causa ampla gama de sintomas, no entanto, algumas pessoas infectadas podem ser assintomáticas, ou seja, não apresentarem nenhum tipo de sintoma.
Os sintomas desta doença geralmente são: febre alta, fortes cefaléias, calafrios, dores musculares, vômitos, bem como icterícia, olhos congestionados, dor abdominal, diarréia ou coceira.
Nos quadros em que ocorrem complicações mais graves, inclui-se falência renal, meningite, falência hepática e deficiência respiratória, o que caracteriza a forma mais grave desta doença, conhecida como doença de Weil. Em casos mais severos ela pode até levar a morte.
Sabe-se que as enchentes aumentam a incidência de leptospirose. Por isso, sua epidemia ocorre com uma grande freqüência no verão, pois, é nesta época do ano, que ocorre maior volume de chuvas e, conseqüentemente, mais enchentes.
Seu principal transmissor é o rato, que transmite a bactéria causadora desta enfermidade através de sua urina. Esta bactéria, conhecida como Leptospira, geralmente entra em contato com o ser humano através das águas das enchentes, uma vez que estas águas estão freqüentemente contaminadas pela urina dos ratos.
Em contato direto com as águas das enchentes, as pessoas correm um grande risco de contrair leptospirose, pois, a bactéria desta doença penetra no corpo das pessoas através da pele e também através da boca e dos olhos. A melhor forma de evitá-la é não entrar em contato com as águas das enchentes.
Antes de procurarmos entender como ocorre a leucemia, é interessante sabermos um pouco mais sobre o sangue, uma vez que esta doença atinge as células sanguíneas.
O sangue é formado na medula óssea, sendo composto por plasma sanguíneo e elementos figurados (hemácias, leucócitos e plaquetas).
A leucemia, que pode ser crônica ou aguda, tem como principal característica uma alteração anormal dos elementos figurados, que ocorre mais especificamente nos leucócitos.
Na leucemia crônica, os leucócitos têm um tempo de vida acima do normal, conseqüentemente, estas células sanguíneas, já maduras, acumulam-se na corrente sanguínea comprimindo os demais glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas.
No caso da leucemia aguda, ocorre uma produção descontrolada dos leucócitos, e estes, ainda imaturos, acumulam-se na corrente sanguínea.
Os principais sintomas da leucemia (anemia, infecções, hemorragias) surgem devido ao acúmulo dessas células na medula óssea, uma vez que este acúmulo desordenado prejudica ou impede a produção das células sanguíneas.
Uma vez instalada, esta doença avança rapidamente, por esta razão, seu tratamento deve ser iniciado logo após seu diagnóstico e classificação.
O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro que afeta quase metade das pessoas acima de oitenta e cinco anos de idade e traz um grande prejuízo social e econômico.
Apesar da causa exata desta doença ainda ser desconhecida, já se sabe que a predisposição genética é um fator bastante relevante.
Seus sintomas incluem perda de memória, agitação e descontrole emocional. Algumas possíveis causas deste mal são alterações no cérebro devido a processos inflamatórios, o acúmulo de proteínas neurotóxicas no cérebro, entre outras.
Em seu início a doença pode manifestar-se através alterações brandas da personalidade. A medida em vai progredindo, o portador do mal de Alzheimer passa a não reconhecer mais os familiares, torna-se incapaz de realizar tarefas simples do dia a dia, e, ao final, necessita de ajuda para tudo (este é o último estágio da doença).
Por ainda não existir cura para esta enfermidade, o ideal é que ela seja diagnosticada ainda no início, desta forma, seus sintomas poderão ser controlados através de drogas paliativas que deverão ser ministradas durante o acompanhamento médico.
Com relação às drogas, sabe-se que algumas delas são bastante úteis ainda no início da doença, entretanto, sua dosagem deverá ser personalizada.
Estas drogas agem como inibidoras da acetil-colinesterase (enzima que destrói a acetilcolina). Já se sabe que a deficiência da acetilcolina é um evento que ocorre na doença de Alzheimer.
A nefrite é o resultado de um processo inflamatório difuso dos glomérulos renais tendo por base um fenômeno imunológico. É responsável por 50% das doenças renais. O fenômeno imunológico responsável pela nefrite ocorre quando uma substância estranha (antígeno) entra na circulação e é levada aos setores de defesa do nosso corpo. O organismo, para se defender do antígeno agressor, produz um anticorpo. A reunião do antígeno com o anticorpo forma um complexo solúvel antígeno-anticorpo que, circulando pelo organismo, pode se depositar nos tecidos, criando as lesões inflamatórias. Quando o glomérulo é o tecido atingido, a lesão inflamatória chama-se glomerulonefrite. As lesões inflamatórias do rim podem ser mínimas ou de tal intensidade que esclerosem totalmente o glomérulo. Quanto maiores as lesões, maiores serão as manifestações clínicas e laboratoriais da doença.
A nefrite se apresenta na forma aguda ou crônica. Na nefrite aguda ocorre sangue e albumina (proteinúria) na urina e edema por todo o corpo, mais hipertensão arterial. Após seis meses de evolução da forma aguda, temos certeza que a nefrite cronificou; continuaremos encontrando albumina e sangue na urina e, eventualmente, hipertensão. Nas crianças, as nefrites agudas curam em 90-95% dos casos, nos adultos, as nefrites curam somente em 50% dos casos e o restante delas cronifica. A destruição do glomérulo pode ser lenta ou rapidamente progressiva. A cronificação lenta pode levar muitos anos, até décadas, para destruir totalmente o rim.
As causas mais comuns de glomerulonefrites são de origem infecciosa. As infecciosas são as provocadas por qualquer microorganismo (malária, tifo, salmonela, toxoplasmose, herpes e outros vírus e bactérias) que forme o complexo antígeno-anticorpo e o precipite no rim. Há também causas não infecciosas, as quais são provocadas por doenças de vários órgãos ou por medicamentos como lítio, ouro, captopril, que liberam antígenos e desencadeiam o mecanismo imunológico que leva à nefrite. Os pacientes transplantados que eram portadores de doença crônica nefrítica também podem refazer a doença no rim do doador.
Quando uma pessoa relata ao médico que sua urina está diminuída ou diminuindo e de cor sanguinolenta, apresenta edema nos olhos e/ou nas pernas e surgiu hipertensão, o médico começa a suspeitar que o paciente está com uma glomerulonefrite. Cabe a ele descobrir se a causa é infecciosa ou não. Os exames laboratoriais confirmam o sangue na urina (hematúria) e a proteinúria. Na fase aguda da doença, os dados clínicos e laboratoriais são evidentes e convincentes. Na fase crônica, podem manifestar-se fracamente, mas em alguns casos, já pode haver sinais clínicos e laboratoriais da insuficiência renal crônica de grau variado. Muitas vezes somente a biopsia renal pode nos afirmar que a doença é realmente uma glomerulonefrite e nos confirmar seu estágio.
As nefrites agudas, que ocorrem após a infecção bacteriana, requerem somente repouso e cuidados com o excesso de água e sal. Se a infecção ainda está presente, o antibiótico adequado deve ser usado. Passada a fase aguda, devemos tratar o processo inflamatório e reduzir a formação do complexo antígeno-anticorpo que lesa o rim. Isso é feito pelos anti-inflamatórios esteróides e não esteróides e imunossupressores. Quando já há lesões crônicas, o tratamento é o de sustentação e impedimento do avanço das lesões. Os médicos nefrologistas têm orientação terapêutica adequada para as glomerulonefrites agudas e crônicas.
A osteoporose é uma doença que diminui a massa óssea a tal ponto que os ossos passam a fraturar-se espontaneamente em atividades comuns do cotidiano, como, por exemplo, o ato de sentar-se com rapidez, que pode levar a uma fratura no quadril.
Além das fraturas, ela causa o encolhimento das vértebras, redução de estatura, ossos doloridos e costas corcundas.
Esta doença ocorre principalmente durante o processo normal de envelhecimento, atingindo com mais freqüência às mulheres, uma vez que estas possuem ossos menos maciços em relação aos homens.
Um outro fator que torna as mulheres mais suscetíveis a esta doença, é a queda bastante acentuada de estrogênio que elas sofrem durante a menopausa.
A queda acentuada deste hormônio faz com que os ossos passem a absorver menos cálcio do que o necessário para seu equilíbrio e manutenção, tornando-os porosos, e, conseqüentemente, extremamente frágeis.
A osteoporose avança lentamente e dificilmente apresenta sintomas. Por esta sua característica silenciosa, ela pode passar completamente despercebida se não forem realizados exames para detectá-la.
A melhor alternativa para se evitar a osteoporose ainda é a prevenção, algumas medidas preventivas que devem ser tomadas ainda na juventude são uma ingestão adequada de cálcio, além de atividades físicas regulares, especialmente, aquelas que incluam levantamento de peso (sempre com acompanhamento de um educador físico).
A Poliomielite, também conhecida como Paralisia infantil, é uma infecção que se dá através de um vírus RNA, conhecido como poliovírus, este, possui três sorotipos: I, II e III.
Após se instalar em seu hospedeiro, o vírus passa por um período de incubação que pode variar de 2 a 30 dias, mas, de forma geral, este período leva de 7 a 12 dias.
A transmissão desta doença ocorre através de contato direto com as fezes (via fecal) ou gotículas expelidas pela boca da pessoa infectada (via oral).
A Poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda, tendo como uma de suas características, os seus diferentes tipos de manifestação, como, por exemplo: febre sem causa aparente, infecções, meningite asséptica, paralisia e óbito.
Apesar de todas estas formas de manifestação, seu quadro mais comum é a paralisia que afeta em geral os membros inferiores, e esta, costuma surgir de forma súbita, vindo acompanhada de febre, assimetria, flacidez muscular, sensibilidade conservada e seqüela após dois meses do início da enfermidade.
Há ainda as paralisias menos comuns, sendo que estas afetam os músculos respiratórios e da deglutição, neste caso, há risco de morte para o indivíduo com esta forma de paralisia.
Ambos os tipos de paralisias podem apresentar seqüelas, que podem ser tanto seqüelas paralíticas, como é o caso da paralisia dos membros inferiores, ou, até parada respiratória, devido à paralisia dos músculos respiratórios.
A melhor forma de prevenir esta doença é a prevenção através da vacinação. A vacina contra a Poliomielite é a VPO-Sabin e deve ser tomada por todas as crianças sendo que a primeira dose deve ser tomada aos 2 meses, a segunda dose aos 4 meses, a terceira dose aos 6 meses, e, após este período, um reforço aos 15 meses.
A rotavirose é uma doença infecciosa causada pelo vírus do gênero rotavírus. Ela afeta mais gravemente crianças abaixo dos cinco anos de idade.
Seus principais sintomas são forte diarréia, vômito e febre alta. Nos adultos tais sintomas podem se apresentar de forma mais leve.
Sua transmissão se dá através do contato direto com a pessoa infectada, através da ingestão de água contaminada, consumo de alimentos contaminados, contato direto com objetos contaminados e através do contato com fezes, uma vez que há uma alta concentração do vírus causador desta doença nas fezes do doente.
A infecção por rotavírus pode ser prevenida através de algumas medidas simples, como:
-Cuidados com a higiene pessoal e doméstica;
- Lavar as mãos antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, amamentar, manipular alimentos, manusear objetos sujos, tocar em animais, etc.
- Administrar a vacina contra rotavírus (VORH) em crianças menores de 6 meses;
- Evitar o desmame precoce, pois o aleitamento materno aumenta a resistência das crianças;
- Lavar e desinfetar superfícies e utensílios utilizados na preparação de alimentos;
- Ingerir somente água filtrada ou tratada através de fervura ou aplicação de hipoclorito de sódico 2,5% para cada litro de água (neste caso, deve-se deixar que a água repouse 30 minutos antes de ser utilizada).
- Evitar a circulação de animais de estimação e insetos dentro da cozinha;
- Não ingerir água de riachos, rios ou poços contaminados, etc.
O tratamento desta doença consiste na reidratação do doente. Medidas simples de combate a desidratação, como o uso do soro caseiro, são muito eficientes e podem salvar vidas. Sabe-se que a desidratação é o sintoma mais grave de infecções no intestino causada pelo rotavírus.
A rubéola é uma doença causada por vírus. Seu vírus, geralmente, não ataca com muita força, podendo muitas vezes passar despercebido. Entretanto, esta característica torna a doença de difícil diagnóstico.
Assim como muitos vírus, este entra, este entra em nosso organismo através do nariz ou garganta. A doença pode durar de um a cinco dias, entretanto o vírus pode permanecer incubado por até três semanas.
As crianças costumam se recuperar da rubéola mais rapidamente quando comparadas aos adultos. Claro que isto depende muito do tratamento dispensado ao enfermo.
Como muitas viroses podem sobreviver no trato respiratório, elas são transmitidas de pessoa para pessoa através de “gotículas” de saliva em suspensão no ar. Estas entram em um novo “hospedeiro” através do processo de respiração.
A rubéola pode significar um grande risco quando afeta a mulher gestante, uma vez que, pode ser transmitida ao feto através do sistema sangüíneo, via placenta.
No caso da gestante ser infectada durante as primeiras 20 semanas de gestação, a criança poderá nascer com várias seqüelas.
A rubéola deixa marcas vermelhas pelo corpo da pessoa infectada. Existe uma vacina contra a rubéola.
Sarampo é uma doença infecciosa causada por um vírus RNA que, antes de manifestar os primeiros sintomas da doença, permanece incubado por um período médio de 10 dias, contudo, este pode variar de 7 a 18 dias.
É uma doença altamente contagiosa que apresenta diferentes sintomas e três períodos bem definidos: Período catarral, exantemático e de convalescença ou descamação furfurácea.
Seu primeiro período, o catarral (também conhecido como prodrômico), leva aproximadamente 6 dias e apresenta os seguintes sintomas: febre, tosse, corrimento nasal, fotofobia e conjuntivite.
Após este primeira estágio, ocorre o período exantemático, no qual, os sintomas iniciias tornam-se mais intensos. Nesta fase, ocorre prostração relevante do doente e surgimento de exantema característico da doença, que após 2 ou 3 dias, estende-se às regiões do tronco e extremidades do corpo.
No período de convalescença (de descamação furfurácea) as manchas sobre a pele escurecem e passam a apresentar descamação fina.
Esta enfermidade pode apresentar complicações como o surgimento de infecções no sistema respiratório, pneumonias, diarréias, encefalites, laringites, otites médias, etc.
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que é facilmente transmitida através do contato direto com a pessoa infectada. A melhor forma de evitar o contágio desta doença é através da vacina, que é o seu principal meio de controle.
A sarna, também conhecida como escabiose, é uma infecção cutânea produzida por um parasita que escava túneis sob as camadas mais superficiais da pele, provocando irritação com seus dejetos. Estes ácaros são transmitidos através do contato com pessoas infectadas.
O transmissor mais freqüente da sarna é a fêmea do parasita Sarcoptes Scabiei, um aracnídeo arredondado de coloração branca e preta e de tamanho inferior a 0,05 cm.
O ácaro penetra pelas regiões mais finas da pele, como as membranas interdigitais e genitais, porém, pode se espalhar por todo o corpo.
Este aracnídeo vive por aproximadamente umas seis semanas e deposita seus ovos nos túneis cutâneos. A cada três semanas nasce uma nova geração.
A coceira intensa que caracteriza esta doença começa um mês depois da infecção inicial e pode ocasionar infecções secundárias por bactérias.
O tratamento se baseia no uso de loções tópicas prescritas pelo médico. Após a cura desta infecção, o paciente fica mais sensível, tendo uma reação mais acelerada frente a uma nova ocorrência. É importante que se trate a todos os membros de uma mesma família para que se evite uma nova infecção.
A sinusite é uma inflamação dos seios paranasais, geralmente associada a um processo infeccioso. Os seios paranasais são formados por um grupo de cavidades aeradas, que se abrem dentro do nariz e se desenvolvem nos ossos da face.
Os fatores mais comuns que podem desencadear a sinusite são: gripe, alergia, desvio do septo nasal e condições climáticas desfavoráveis. Vírus e bactérias, também são agentes causadores desta doença.
A sinusite bacteriana causa sintomas tão ruins quanto a viral. Entretanto, um indivíduo que sofre de sinusite bacteriana geralmente apresentará a face mais inchada e dolorida do que alguém com sinusite viral.
Existem muitas formas de prevenir a sinusite, como por exemplo, procurar garantir uma boa função nasal e tomar medidas profiláticas em relação às alergias.
Uma boa maneira de reduzir o risco de contrair esta doença é mudando pequenas rotinas dentro de casa, como por exemplo, utilizar um umidificador de ar durante o inverno, quando o clima costuma ficar mais seco.
Outra boa medida é evitar deixar o doente em ambientes com ar condicionado e aquecedores de ar, uma vez que estes aparelhos podem agravar o quadro.
Embora a sinusite não seja contagiosa, ela geralmente ocorre após uma gripe, que por si só, pode contagiar outras pessoas como amigos e familiares.
Nestes casos, a melhor maneira de se evitar a propagação dos germes é lavando as mãos com freqüência e evitar ficar muito próximo quando o doente estiver espirrando.
A tuberculose é uma doença causada através da infecção pelo Mycrobacterium Tuberculosis, também chamado bacilo de Koch, que recebeu este nome em homenagem ao médico alemão que o descobriu: Heinrich Hermann Robert Koch.
Esta doença é altamente contagiosa e se espalha através de gotículas que são expelidas por pessoas infectadas enquanto falam, espirram ou tossem. Entretanto, a transmissão somente ocorre nos casos de pessoas com a tuberculose infecciosa ativa.
Esta infecção tem seu início a partir do momento em que o bacilo alcança os alvéolos pulmonares e de lá, começa a se espalhar para os nódulos linfáticos e, em seguida, utiliza-se da corrente sanguínea para alcançar os tecidos mais distantes. A partir deste momento, a doença pode começar a se desenvolver.
Entretanto, nosso sistema imunológico é capaz de eliminar a maioria dos bacilos, normalmente ele consegue evitar a multiplicação deste microorganismo em 90% dos casos.
Nos casos em que o bacilo de Koch escapa das defesas do sistema imunológico, a tuberculose poderá se manifestar logo após a infecção, ou após vários anos.
Na grande maioria dos casos, a tuberculose afeta principalmente os pulmões. Seus principais sintomas são tosse prolongada, dor no peito, febre, calafrios, fadiga, suores noturnos, perda de peso e de apetite.
Uretrite é a inflamação da uretra com conseqüente surgimento de secreção e sintomas.
A inflamação pode ser: de causa bacteriana (gonococo, clamídia, E. Coli), de causa química (por exemplo, espermaticida usado durante as relações) e causa traumática (cirurgias, corpo estranho).
As uretrites mais comuns são as infecciosas sexualmente transmitidas. Essas são classificadas em uretrites gonocócicas e não gonocócicas. As gonocócicas são causadas pela Neisseria gonorrheae e as não gonocócicas são causadas por diferentes tipos de germes, entre os quais a Chlamydia trachomatis.Outros germes podem causar uretrites embora não frequentemente como a Trichomonas vaginalis, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, Staphylococcus sp e Candida albicans. Existem casos mais raros como as uretrites traumáticas (sondas, corpo estranho), as uretrites por vírus, uretrites associadas à neoplasia ou ao condiloma intra-uretral e uretrite psicogênica.
A maioria das uretrites são sexualmente transmitidas. Nos últimos anos houve aumento na freqüência das uretrites sexualmente transmitidas devido:
À promiscuidade sexual ao acesso fácil a anticoncepcionais
À divulgação de material erótico e pornográfico
À prática de auto-medicação com tratamentos inadequados
À migração de população de baixo nível socioeconômico-cultural para cidades grandes
Ao grande número de portadores sãos
À não utilização de preservativos.
As uretrites causam sintomas como dor para urinar, aumento da freqüência urinária, secreção (corrimento) pela uretra, dor durante ejaculação ou relações. Menos freqüentemente dores testiculares com "inchume" do mesmo, febre e mal estar.
As queixas geralmente são típicas, como vimos acima, principalmente quando acompanhadas de secreção uretral. As características da secreção (cor, volume, tempo de surgimento) são importantes na diferenciação entre uma uretrite gonocócica e uma não-gonocócica. O diagnóstico se baseia no exame bacterioscópico e bacteriológico da secreção uretral. Bacterioscopia e bacteriologia da secreção e/ou imunofluorescência para Chlamidia deverão ser obtidas.
As uretrites podem levar infecção a outros órgãos do aparelho genital e urinário como testículos (orquite), epidídimos (epididimite), próstata (prostatite). A própria uretra pode apresentar complicações, como, por exemplo, estreitamento. A infertilidade tanto masculina quanto feminina é outra conseqüência temida das uretrites, bem como a transmissão para o feto.
Os antibióticos são prescritos, uma vez feito o diagnóstico de uretrite infecciosa. Muitas vezes as uretrites têm dois agentes etiológicos (gonococo + clamídia). Um antibiótico que ataque os dois micro-organismos está indicado. Abstinência sexual e uso de preservativo durante o tratamento é recomendado. O prognóstico é bom quando o tratamento é bem indicado.
O esteio da prevenção é o uso de preservativo juntamente com outras medidas, como seleção adequada do parceiro e evitar promiscuidade sexual.
A varicela (catapora) é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, causada por um vírus chamado Varicela-Zoster. Esse vírus pode causar vários tipos de infecções: primária (quadro clínico de catapora bem estabelecido), latente (sem manifestação clínica) e reativação. Esse vírus permanece em nosso corpo a vida toda, estando como que adormecido; sua reativação determina doença localizada na área correspondente a um ou mais nervos sensitivos e chama-se então Herpes-Zoster, conhecida também como cobreiro.
Na era pré-vacina 90% das pessoas suscetíveis desenvolviam a doença primária varicela ou catapora. No contato intradomiciliar a contaminação da doença ocorre em mais de 80% dos propensos; em contato menos íntimo (colégio), baixa para 30% das crianças. A passagem da doença de pessoa a pessoa em uma mesma casa costuma tornar mais grave o quadro. O período de transmissão inicia 24 a 48 horas antes do surgimento das lesões da pele e se estende até que todas as vesículas tenham desenvolvido crostas (casca), usualmente 7 a 9 dias. O tempo que medeia entre o contato e surgimento da doença (incubação) é de 14 a 16 dias, variando entre 10 e 21 dias. A transmissão se dá através do contato aéreo, de via respiratória para via respiratória ou por contato direto com as lesões vesiculares cujo líquido está cheio de vírus.
Uma vez alojados no organismo, os vírus começam a se reproduzir, invadem o sangue e produzem os sinais de infecção: febre 38 a 38,5°C, mal estar, perda do apetite, dor de cabeça. Os sintomas são mais ou menos intensos na dependência da quantidade de vírus contaminantes e da capacidade de defesa daquele indivíduo.
Os vírus que estão na árvore respiratória são carregados para a pele e mucosas pela corrente sangüínea. Inicia-se uma reação inflamatória local; aparecem pequenas pápulas avermelhadas com prurido intenso que evoluem rapidamente para pequenas vesículas com líquido cristalino, que acaba se turvando. As vesículas retraem-se no centro e inicia-se a formação de crosta escura (casca). Tudo ocorre em mais ou menos 2 a 3 dias. As lesões surgem em "ondas" independentes o que faz com que haja, no mesmo indivíduo, lesões de variados estágios evolutivos, sendo este achado um dos mais importantes para a confirmação do diagnóstico. O número das lesões é extremamente variável (10 a 1500 em pessoas normais); na média podemos falar em cerca de 300.
O diagnóstico é fundamentalmente clínico. O tratamento é dirigido ao abrandamento dos sintomas. É uma doença benigna e a cura se faz por reação do próprio organismo. Atualmente, as complicações mais importantes acontecem por contaminação com bactérias. Gestantes, recém-nascidos e indivíduos com defesas baixas são casos que necessitam atenção especial.
Não se desenvolve Zoster por contato com varicela, mas se pode desenvolver varicela em contato com Zoster. Como? Sendo o Zoster a reativação do vírus que já estava no organismo, quem tem Zoster já curou sua varicela (com sintomas ou sem sintomas) e quem ainda não teve varicela pode pegá-la pelo vírus que se encontra na lesão do Zoster. A vacina contra varicela é recomendada após o primeiro ano de idade em dose única. Os adolescentes suscetíveis necessitam 2 doses.
É uma doença caracterizada pela despigmentação da pele, formando manchas acrômicas de bordas bem delimitadas e crescimento centrífugo. Também é possível que haja despigmentação do cabelo. É freqüente em 1% da população e, em 30% dos casos, há ocorrência familiar. O diagnóstico em doentes com patologias oculares é significantemente maior que na população em geral. Eventualmente, o vitiligo surge após traumas ou queimaduras solares.
A causa não está esclarecida, mas há três teorias para explicar a destruição dos melanócitos:
Teoria Imunológica: Admite que o vitiligo é uma doença auto-imune pela formação de anticorpos antimelanócitos. É associada a doenças imunológicas, tais como diabetes, anemia perniciosa, lúpus, esclerose, síndrome de Down, tireoidite de Hashimoto, entre outras.
Teoria Cititóxica: É possível que os metabólitos intermediários - dopaquinona e indóis - formados durante a síntese da melanina, possam destruir as células melanocíticas.
Teoria Neural: Um mediador neuroquímico causaria destruição de melanócitos ou inibiria a produção de melanina
Não há descrição de sintomas. A maioria dos pacientes procura o médico pelo transtorno estético que a doença ocasiona, embora há quem consulte em virtude das queimaduras solares nas áreas manifestadas. No início surgem manchas hipocrômicas, depois acrômicas de limites nítidos, geralmente com bordas hiperpigmentadas, com forma e extensão variáveis. Há tendência à distribuição simétrica. As áreas mais comumente afetadas são: punhos, dorso das mãos, dedos, axilas, pescoço, genitália, ao redor da boca, olhos, cotovelos, joelhos, virilha e antebraços. É raro acometer nas palmas das mãos e plantas dos pés. O vitiligo comumente trás disfunção emocional, tornando necessário o tratamento psicológico.
O diagnóstico, em geral, não apresenta dificuldades. O exame do paciente com lâmpada de Wood pode ser de grande utilidade para detectar manchas iniciais. A biopsia (exame de pele) dificilmente é necessária para o diagnóstico diferencial. A evolução do vitiligo é imprevisível, não havendo critério clínico ou laboratorial que oriente a prognose. A repigmentação espontânea não é rara.
Para o vitiligo universal, com poucas áreas de pele normal (superior a 50% da superfície cutânea), pode ser proposta a despigmentação das áreas restantes de pele normal. Para pacientes com lesões pequenas, em número reduzido e nas fases iniciais da doença, pode ser proposto tratamento tópico. Nas crianças o resultado costuma ser favorável. Em áreas crômicas localizadas, estando o quadro evolutivo estacionado, têm sido feito minienxertos com resultados estéticos relativamente satisfatórios. A ingestão de alimentos com carotenos ou administração de betacarotenos origina uma cor amarelada na pele, que tem alguma ação protetora e efeito cosmético. O uso de filtro solar adequado na pele despigmentada é fundamental para proteger de queimaduras e do dano solar em longo prazo. As lesões de vitiligo queimam-se facilmente e as margens pigmentam-se, tornando maior o contraste. Além disso, a queimadura solar pode aumentar ou desencadear novas lesões. Outro método terapêutico eficaz no vitiligo é a fotoquimioterapia, que é o emprego sistêmico ou tópico de substâncias fotossensibilizantes, seguidas da exposição à radiação ultravioleta. A modalidade mais conhecida e estudada é o método PUVA (?P? = psoraleno, substância química fotossensibilizante, e ?UVA? = ultravioleta). Não existe método de prevenção para a doença ou para sua progressão.
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